I Only Have Eyes For You sussurra no meu ipod e, como diz Carrie Bradshaw, I can't help but wonder: não se fazem mais romances como antigamente... Só pra constar, o que eu chamo de romance de antigamente é no tempo que meu avô centenário já era quarentão, ou seja, 1950 e poucos.
Ultimamente, (aqui sim, nos últimos cinco,dez anos) os filmes "românticos" que rodam por aí, são tão repetitivos que, para mim, caem em duas possíveis categorias: batalhas entre os sexos com raiva, muita raiva ou então, tragédia com lágrimas, muitas lágrimas.
E o tal do romance, pra onde ele foi?
Será que a moda agora é pisar em cima do outro pra ver se ele realmente gosta de você? Torça o mamilo dele até ele pedir você em casamento! Ai ai... Ou então, já sei! Amarre o casal em duas cadeiras e force goela abaixo o amor eterno entre eles. E depois temos coragem de condenar os casamentos arranjados que ainda existem por aí.
Carta de Uma Desconhecida é um filme romântico dos anos 50, (escrito por Stefan Zweig e dirigido por Max Ophüls) que eu assisti no curso de Literatura e Cinema da PUC, algumas semanas atrás. É uma história simples, delicada e mais importante, romanticamente romântica. Daquelas que dá vontade de falar com a TV e avisar os personagens que eles acabaram de se desencontrar. Se fosse hoje, mandava um bbm ou um sms e resolvia a questão – mas não seria romântico.
O instantâneo, o fácil, o acessível, nunca foi nem nunca será romântico. E, infelizmente, esse é o mundo em que vivemos hoje.
Coloco abaixo a cena que mais gostei de Carta de Uma Desconhecida. Como era fácil ir de Viena para qualquer lugar do mundo, quando o romance está no ar...
(texto retirado do blog: www.collectivefeelings.com)
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